O que é um bom índice h?
Não existe um valor "bom" que sirva para todas as áreas. Os únicos números de referência com fonte são os que o próprio Hirsch sugeriu em 2005, e referem-se a físicos: cerca de 12 para a passagem a professor associado numa grande universidade de investigação e cerca de 18 para professor catedrático. Fora da física, e vinte anos depois, são apenas um ponto de partida.
Em detalhe
Os valores de Hirsch (2005, física)
| Situação | Índice h |
|---|---|
| Passagem a professor associado (tenure) | cerca de 12 |
| Professor catedrático | cerca de 18 |
| Fellow da American Physical Society | 15–20 |
| Membro da National Academy of Sciences | 45 ou mais |
O índice h cresce com o tempo
Hirsch propôs também o parâmetro m: o índice h dividido pelo número de anos de atividade científica. Um m próximo de 1 — por exemplo, h = 20 ao fim de 20 anos — caracteriza um cientista bem-sucedido. Um h de 40 ao fim de 20 anos corresponde, nas palavras dele, a um cientista excecional, e um h de 60 a um caso verdadeiramente único. Daqui decorre a regra prática: nunca comparar o índice h de pessoas com tempos de carreira muito diferentes.
Porque não há um número universal
As práticas de citação variam muito entre áreas. O valor depende ainda da base de dados em que é calculado e da idade científica do investigador. Só faz sentido comparar pessoas da mesma área, com carreira de duração semelhante e na mesma base.
O que fazer na prática
Se um concurso ou uma comissão exigir um índice h mínimo, pergunte em que base é medido e a que data. Indique sempre a fonte ao lado do número.