O que significam Q1, Q2, Q3 e Q4 nas revistas?
Dentro de cada categoria temática, as revistas são ordenadas por uma métrica de citações e divididas em quatro quartis iguais. Q1 corresponde aos 25 % superiores das revistas dessa categoria, Q2 a 25–50 %, Q3 a 50–75 % e Q4 aos 25 % inferiores. A Scopus produz quartis a partir do CiteScore ou do SJR; a Web of Science produz os seus a partir do JCR. Uma revista pode ser Q1 numa categoria e Q3 noutra — a classificação depende da categoria.
Em detalhe
A categoria importa mais do que muitos autores pensam
Uma revista indexada em três categorias tem três posições de quartil. «Q1» sem categoria não diz nada. Algumas revistas apresentam-se como «Q1» com base na sua melhor categoria, tendo mau desempenho nas outras.
Duas bases de dados, duas classificações
O SCImago (via Scopus) e a Clarivate (via JCR) produzem cada um quartis, mas a partir de dados e metodologias diferentes. Uma revista pode ser Q1 na Scopus e Q2 na Web of Science no mesmo período. Nenhum dos dois está errado.
Uso prático
Para escolher a revista de destino, Q1 e Q2 são seguros para a maioria das exigências académicas. Q3 e Q4 podem não contar para algumas decisões de carreira ou promoção, consoante a instituição. Verifique sempre a exigência concreta, e não a afirmação genérica sobre «o quartil».
Onde verificar
O SCImago (scimagojr.com) é gratuito e mostra os quartis de mais de 28 000 revistas da Scopus. Os quartis da Web of Science exigem acesso ao JCR. As páginas principais das revistas mostram por vezes ambos, mas só se os valores forem favoráveis.